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Review: Until Dawn

27 agosto 2015


Until Dawn é um jogo sobre escolhas e consequências. Claro, games assim já vimos aos montes, como Beyond, Heavy Rain, The Witcher 3… Contudo, Until Dawn leva o conceito ao extremo: simples decisões afetam a história inteira, e, a não ser que comece um novo jogo, uma função de autosave proíbe que o jogador retorne para tomar um outro rumo na história. Por incrível que pareça, é um recurso incrível. Você realmente se sente tomando cada decisão sobre o que acontece, inclusive em momentos em que se exige reflexo, como em perseguições. Um erro pode ser fatal. 

 

O clima de Until Dawn é o próprio alicerce de tudo que um filme oitentista de horror trás: adolescentes desprovidos de QI vão passar um tempo em uma cabana abandonada, localizada em uma floresta, que praticamente é descrita por “cativeiro de psicopata”. Existe a mocinha, o babaca, a inocente, sexo sem compromisso… é o pacote completo. E tudo, claro, com um maníaco a solta tentando acabar com um a um dos personagens. 


O jogo assusta. Muito. Por várias vezes dentre às 12 horas de jogo, você ficará na beirada do sofá com os nervos aflorando devido a tensão do que poderá acontecer. Claro, a primeira vez que se joga tudo é assim. Já pela segunda vez, é praticamente como assistir a um filme repetido: vários sustos são dissipados, apesar de existirem algumas cenas diferentes (deduzo obviamente que terá escolhas distintas na segunda vez que jogar). Mesmo assim, Until Dawn não perde seu brilho. A competência nas interpretações dos personagens beira o realismo, porém os gráficos das expressões algumas vezes pecam por exageros ou falhas. Nada que atrapalhe. As mortes são, em sua maioria, “interessantes” como nos filmes de terror da época.


No áudio, Until Dawn beira a perfeição: seja nos sons ambientes, música de suspense, sonoplastia, dublagem… tudo foi muito bem trabalhado para colocar o jogador envolvido ao máximo. Não é preciso dizer que recomendamos jogar Until Dawn à noite e de preferência com um fone de ouvido.


Apesar de beber da fonte de outros sucessos, Until Dawn dá um salto para o gênero: nunca eventos de quicktime foram tão bem utilizados em um jogo. E, desde P.T., a demo do cancelado Silent Hills, não ficamos tão tensos com um jogo de terror. Não é o mais assustador do gênero, mas chega perto devido a alta adrenalina proporcionada por momentos em que você quer, por exemplo, que aquele personagem favorito não morra. E pior, como a própria cena vivenciada pelo personagem, as decisões muitas vezes impostas a você tem um teor indefinido: ir para a direita ou esquerda? Você não sabe qual levará a morte e qual será a sobrevivência do personagem. Incrível a sensação.


Diferente, surpreendente, bem acabado e imersivo são as melhores características para descrever esse jogo, que já é um clássico para PS4.

Plataforma: PS4 

Desenvolvedora: Supermassive Games

Nota: 9/10


Até mais! Cris

27 agosto 2015

Review: The Witcher 3: Wild Hunt

25 maio 2015


Impressionante como um bom game faz a diferença em nossas vidas. Para fazer este review, tenho que, brevemente, comentar sobre minha  expectativa para este game. Não gostei de The Wicther e achei The Witcher 2 simpático. Sim. Não cai de amores pelo segundo jogo. Principalmente em relação ao seu modo de combate. Daí, não esperava muita coisa deste terceiro game, ainda mais tendo Dragon Age Inquisition fresco em minha memória. Pra minha surpresa, The Witcher 3 não só é melhor que o último RPG da Bioware, mas provavelmente o melhor RPG medieval de todos os tempos.


O personagem principal, Geralt de Rivia, inicia o game atrás de sua amiga colorida Yennefer. Ao encontrá-la, a morena já coloca o bruxo atrás de sua pupila Ciri, que está sendo perseguida pela Caçada Selvagem. Apesar de resumida em um primeiro momento, a história se desenrola de maneira lenta e muito interessante, com flashbacks que remetem a uma jogabilidade com a própria Ciri em alguns momentos. Caso queira (e com certeza, você vai querer), poderá realizar as várias missões secundárias que o game apresenta. Com um mundo aberto vasto, rico, belo e com uma passagem do tempo das mais fantásticas feitas em um videogame até hoje, The Witcher 3 fará você acreditar que está vivendo, lutando e evoluindo dentro de um mundo vivo, dinâmico, real. Detalhes como eventos que acontecem em uma parte do dia, a barba de Geralt que cresce com o tempo, comentários de transeuntes ao passar pelas vilas, a proeza do personagem saber nadar e velejar e expressões faciais críveis, fazem com que qualquer um, mesmo que não gamer, ao olhar e acompanhar o jogo rodando fique de queixo caído.



The Witcher 3 ainda traz, como se não bastasse tantas missões secundárias e caçadas a monstros, um card game dos mais viciantes chamado Gwent. Simples, estratégico, melhor que muito jogo de carta disponível no mercado. Você irá perder horas tentando vencer rivais difíceis para ganhar montar um deck cheio de cartas especiais.


Quanto ao modo de combate? Quanta diferença. Geralt se esquiva, desfere espadadas e magias com perfeição e desenvoltura. Lembra um pouco a série Souls onde um pequeno erro pode levar a morte. Lutar contra um inimigo forte pode ser mais inofensivo do que com uma matilha de cães fracos. Fique cercado e a chance de ter que recomeçar do último save será enorme. Até nisso o game lembra Bloodborne do PS4: morra e o loading para recomeçar será longo. O jogo compensa a espera ao não apresentar praticamente nenhuma tela de carregamento durante o gameplay.


A dublagem de The Witcher 3: complexa, admirável, mas ainda apresenta alguns erros absurdos. Sérgio Moreno está impecável como Geralt, seu melhor trabalho até hoje em games. A sincronia labial beira a perfeição. Ao caminhar por alguma cidade, há pessoas na tela, e todas elas falam em português. É um dos primeiros games nacionalizados com dublagem de conteúdo 100%. Para tal feito ter sido realizado foram necessários 80 dubladores em mais de 800 personagens. Daí, o próprio Moreno ressalta: "todo o elenco de dubladores do Rio de Janeiro (onde fica o estúdio) não dá conta de um projeto como ‘The Witcher 3’". Por esse motivo, conseguimos notar vários dubladores interpretando múltiplos personagens durante o game. Quanto a algumas imperfeições, vimos pessoas novas com vozes de velhos, e uma garota com a voz de um homem. Claro, compreensível tamanho o projeto.


The Witcher 3 é o melhor RPG para videogames até hoje. Estamos vendo excelentes representantes de RPGs medievais no mercado, contudo a última aventura de Geralt de Rivia elevou mais uma vez o patamar não só do gênero Role-Playing, mas de mundos abertos, belos e dinâmicos.


Plataforma: PS4 / Xbox One / PC

Desenvolvedora: CD Project Red

Nota: 10/10


Até mais! Cris

25 maio 2015







Review: Bloodborne

18 abril 2015


 Bloodborne é cruel. Assim como os jogos da From lançados anteriormente, como Demons Souls, Dark Souls I e II, Bloodborne não dá nenhuma chance para qualquer tipo de vacilo do jogador. Então prepare-se, quem jogar o game vai morrer muitas, muitas vezes.


Como de costume, Bloodborne não te dá nenhuma história épica antes de começar o game. Nem mesmo um tutorial ou explicação detalhada de cada item. O máximo que terá é uma indicação minima básica sobre cada um dos botões de ataque. E provavelmente, as duas coisas que chamarão mais atenção ao iniciar o jogo serão sua beleza gráfica, com detalhes nos cenários e nas vestes do jogador incríveis, e sua dificuldade. 


Funciona assim: a cada inimigo morto você ganha ecos de sangue: moeda do game. Ao acumular um número suficiente de ecos de sangue você poderá ir ao "sonho do caçador" através de alguma lâmpada acesa (checkpoints) e trocá-los por armas e experiência. Morra e todos os seus ecos se perderão naquele local ou, novidade, ficarão vinculados ao inimigo que o matou ou a algum inimigo próximo do local onde você foi derrotado. Assim, terá uma única chance para recuperar os ecos perdidos. Caso morra novamente, já era. Terá que acumular ecos do zero novamente. 


Muitas vezes Bloodborne parece sádico devido ao seu grau de dificuldade. Contudo, a cada área descoberta, chefe derrotado (estes são grandes e difíceis) e arma adquirida, existe um sentimento recompensador e de vitória que poucos games conseguem passar. Você vai morrer, por melhor e mais experiente que seja, vai perecer. Mais isso faz parte do jogo. Você vai memorizar cada área e cada inimigo, vai elevar seu nível de experiência e alguma hora irá ter a coragem de tentar matar aquele chefe brutamontes. Essa aversão e medo de explorar território inóspito também traz uma sensação de medo que lembra muito os jogos de terror. Isso coloca Bloodborne como uma mistura de survivor horror e RPG, o que por si só agrada a uma gama gigante de jogadores, daí seu sucesso tremendo.


Algo interessante no jogo é seu modo cooperativo. Entre em uma nova área e poderá tocar um sino de convocação para chamar jogadores experientes que já passaram por ali e badalam um sino pequeno, sinalizando que querem sincronizar com seu jogo. Mate o chefe com a ajuda dos companheiros e não poderá mais invocá-los para essa área. Contudo poderá badalar seu sino pequeno para ajudar companheiros que ainda não derrotaram o chefe desta mesma região. Você também terá a chance de entrar no game de outro jogador para tentar derrotá-lo, o que traz uma possibilidade bacana de tentar invocar ajuda e acabar chamando um inimigo.


Outros elementos dos games anteriores da From retornaram, como os recados de outros jogadores em partes do game alertando para perigos ou simplesmente enganando os jogadores, espectros de outros players mostrando o que aconteceu com eles ao passarem por determinado local, e a variação  entre golpes fracos e rápidos, e fortes e lentos. Porém, é em sua forma de combate que Bloodborne se difere: mais rápido e sem um escudo para se defender, você deverá ser mais agressivo em relação aos inimigos. Se em Dark Souls muitas vezes você defendia para atacar depois, em Bloodborne a palavra é atacar, atacar e desviar. Na ausência do escudo, o jogador ganhou uma arma. E aprender a usá-la é essencial. Atirando em uma criatura no momento certo, fará com que ela caia de joelhos e o jogador possa se aproximar e aplicar um golpe fortíssimo, muitas vezes fatal, o que ajuda e muito contra inimigos mais fortes. 


Talvez a única reclamação em relação ao game seja sua curva de aprendizado. Difícil para iniciantes, a primeira hora do jogo ainda é mais sofrida, pois não poderá evoluir no game enquanto não encontrar o primeiro chefe. Daí sim, poderá voltar ao "sonho do caçador" e conversar com a boneca para que possa aumentar seus atributos. Bloodborne ainda apresenta um problema em relação a sua tela de loading após morrer. Podendo demorar até 40 segundos, a From já prometeu um patch para corrigir essa espera interminável. 


Quanto a dublagem, Bloodborne não se destaca e nem fica para trás,vide Roger em Battlefield Hardline e Pitty em Mortal Kombat X (sim, agora sempre serão referência de péssimas dublagens). Os dubladores são bons e fazem seu trabalho. Opção muito bacana para os brasileiros com dificuldades em língua estrangeira.


Difícil, sanguinário (o personagem se cobrirá de sangue ao dilacerar muitos inimigos) e recompensador são palavras que podem resumir este que talvez seja o primeiro jogo exclusivo da Sony que faz a diferença na hora da escolha pelo console. 



Plataforma: PS4

Desenvolvedora: From Software

Nota: 9,5/10


Até mais! Cris

18 abril 2015

Review: Dragon Age Inquisition

31 dezembro 2014


Nota

10

Dragon Age Inquisition foi eleito por nós como jogo do ano. Lindo, impressionante, imersivo e gigantesco. Essas quatro características são o que destaca esse épico da Bioware, que após a escorregada cometida em Dragon Age 2, "coloca a casa em ordem" e lança o melhor RPG do mundo dos games (até agora).


Graficamente, Dragon Age Inquisition (DAI) chama atenção desde os primeiros momentos. Durante as batalhas, vários efeitos de partículas e de luz fluem pela tela com raríssimas quedas de frame. O mesmo não acontece nas simples cutscenes. Contudo, em momento algum isso prejudica ou desvaloriza o game. A vastidão das paisagens, efeitos do sol entre as árvores, as cachoeiras, bosques e névoas, tudo fará você se sentir parte do mundo de Thedas.


Algo que impressiona no game é sua vastidão. No início, o jogo te leva a crer que será linear e progressivo: aos poucos surgem missões que você vai resolvendo e, posteriormente outras se abrem. Contudo, determinado evento no jogo abre o mapa de maneira tão impressionante que leva o jogador a se perder, tamanho o número de sidequests e áreas abertas. E quando digo se perder, isso é no melhor sentido da expressão. As missões secundárias são tão interessantes que muitas vezes esquecíamos da missão principal. E a partir de um ponto, o acúmulo de missões é tão grande que você acaba se envolvendo em todas as tramas ao mesmo tempo.

A forma épica e grandiosa de Dragon Age, contudo, não fica expressa apenas no tamanho de suas áreas e número de missões. Os personagens que convivem e podem ser escolhidos para formar a equipe (até quatro) junto ao personagem principal são interessantíssimos. Cada um deles tem sua história, personalidade, interesses... Enfim, você, querendo ou não, conhecerá cada um deles. Esse nível de imersão supera qualquer game lançado até hoje. E o interessante é que várias vezes durante as missões um diálogo entre eles, independente da formação que escolher, irá se desenrolar. E acredite, são conversas imperdíveis.


Quanto ao personagem principal, você escolhe sua aparência. E quando digo sua, é "sua" de verdade. O nível de detalhe é tamanho que perdemos 20 minutos apenas moldando o rosto de nosso mago humano. E aí fica a dificuldade: escolher a classe de seu arauto. Como saber qual será o que mais se encaixará com seu modo de jogar? Guerreiro, mago, ladrão... E quando finalmente passar a dificuldade e fazer a escolha, mais pra frente o jogo te presenteará com a especialização da classe: você irá optar novamente e dessa vez não tem como voltar atrás. Escolhas, escolhas...

E falando em escolhas, você fará muitas nesta aventura. Desde dar em cima de qualquer um dos personagens (sim, você poderá ter relacionamentos com o mesmo sexo), até julgar criminosos comuns, e tudo constituirá sua própria história, sua própria jornada. Mais uma vez gostaria de deixar claro: tudo de maneira inédita tamanha a imersão proporcionada por suas escolhas no jogo.

E o que seria Dragon Age Inquisition sem seus dragões. Imensos, ferozes e difíceis de se achar e matar, são as estrelas do game. Matar um dragão no jogo é mais que prazeroso, é uma vitória. E tentar achar todos eles é um bônus mais que bem-vindo ao viciante RPG.


Os efeitos sonoros e as músicas orquestradas do game são pérolas. Junto com Destiny e Assassin's Creed Unity, o tema principal ficará gravado em sua lembrança por muito tempo, compondo o melhor das trilhas sonoras de jogos dos últimos tempos. Digno de aparição em um evento como Videogames Live.


Os únicos incômodos que tive com DAI foram a parte de inventário, pequena e muitas vezes confusa, e a alocação de suas habilidades no joystick: poucos botões para muitos poderes. Um melhor mapeamento poderia ter sido feito, pois jogos como DC Universe realizaram esse feito primorosamente.


A parte multiplayer do game diverte, é interessante e dá a chance de jogar com outras classes. E por mais gratificante que seja, ainda fica longe da experiência single player. Inesquecível e incomparável.


E finalmente quero deixar claro que 70% dos RPGs complexos, desde The Witcher, Mass Effect, e os antigos Dragon Age, nunca consegui acompanhar suas histórias detalhadamente. Porém, DAI te impele a isso. São tantas informações e diálogos que automaticamente você acabará compreendendo cada conflito, nome, raça e religião pertencente ao mundo de Thedas. Muitas vezes comparo a experiência vivida em Dragon Age Inquisition com assistir Game of Thrones pela primeira vez. Você sabe que é grandioso, épico e tem que dar a chance de passar pelos primeiros minutos sem desistir. A recompensa será valiosa gafanhoto!




Plataforma: PS4 /  Xbox One / PC

Desenvolvedora: Bioware

Nota: 10/10


Até mais! Cris

31 dezembro 2014

Review: Assassin's Creed Unity

20 novembro 2014



Nota

9,5




Obs.: Unity vem causando polêmica em relação a sua taxa de quadros e resolução nos consoles. Desde já afirmo aos leitores: no PS4 o jogo roda maravilhosamente bem, com pouquíssimas quedas de frame rate, apresentado o mundo virtual mais belo que já vi. O modo multiplayer cooperativo é sensacional. As missões secundárias são inovadoras, incluindo um modo de investigação a lá Sherlock Holmes. Relação de Arno com outros personagens é incrível devido a animações que beiram o fotorealismo. Em Unity, o dinheiro realmente importa pois devido ao desafio ao enfrentarmos os inimigos, personalizar o Assassino se torna fundamental. 


A cada esquina acontecem eventos diferentes na Paris abarrotada de gente reproduzida no game. Nossa opinião: melhor Assassin's Creed de todos os tempos! Uma revolução realmente.


Plataformas: PS4 / Xbox One / PC

Desenvolvedora: Ubisoft

Até mais! Cris

20 novembro 2014

Review: Middle-earth: Shadow of Mordor



NOTA

9



Obs.: O Nemesys System talvez seja o recurso mais inovador dos últimos tempos. Imagine encontrar com um orc no campo de batalha que se lembrará de tudo que aconteceu da última vez que lutou contra ele. O ranking de capitães do jogo faz com que se torne um vício achar cada um dos orcs promovidos e tentar acabar com eles. Viciante, incrível e extremamente recompensador.


A presença de Gollum talvez seja o maior link com a trilogia criada por Peter Jackson, tendo em vista que o personagem é reproduzido assustadoramente igual ao do filme. Vale a pena conferir!



Plataformas: PS4 / PS3 / Xbox 360 / Xbox One /PC

Desenvolvedora: Warner

Até mais! Cris

20 novembro 2014

Review: Destiny

13 setembro 2014


Destiny pode ser resumido como sendo um Diablo 3 em forma de um FPS. Pense em toda a estrutura viciante que o jogo da Blizzard impôs e transforme tudo isso em um jogo de tiro em primeira pessoa. Isso é Destiny.

A história do game é muito bem contada, porém de maneira superficial e através de pequenos trechos ao longo de todo o modo campanha. Em um futuro, uma esfera chamada “viajante” trouxe um avanço tecnológico imenso para toda a humanidade. Contudo, seu inimigo chamado de “treva” (particularmente acho que  “escuridão” seria mais adequado) vem consumindo todos os planetas trazendo guerras iminentes e colocando a humanidade em risco de extinção. Você é um dos “Guardiões” escolhidos para proteger o viajante e lutar contra a “treva.” O enredo não é muito profundo, mas suficiente para levantar certa curiosidade e fazer com que o jogador continue sua jornada. Vale notar que a trilha sonora utilizada na apresentação, nos trechos das cutscenes e em algumas batalhas é fantástica, não perdendo em nada para trilhas hollywoodianas. A dublagem também ficou excelente.


Destiny tem como seu maior trunfo seu sistema de loot e evolução. Muito parecido com Borderlands 2, o jogador sempre estará atrás de melhores equipamentos e armas, tentando aumentar seu level para adquirir novas habildiades. E se você pensa que ao chegar em níveis mais altos a graça terá acabado, ledo engando. A partir daí o jogador irá encarar Raids com inimigos extremamente poderosos e recompensas valiosas. Em relação às armas e equipamentos: tarados por loot vão estar em casa. Sempre você achará aquela arma melhor que a sua, ou aquele capacete com um ponto de defesa a mais que o seu, aquela bota rara… sempre mantendo a sensação de novidade.


Destiny é graficamente muito bonito.Com ambientes abertos grandiosos, detalhes como partículas flutuantes e reflexos luminosos são notados com esmero. Contudo, não existe neste quesito nada que salte aos olhos como o que vimos em trailers como de The Order 1886 ou Silent Hills.


A parte social de Destiny é incrível. Ao entrar em um dos planetas você poderá se deparar com mais dois Guardiães realizando suas próprias missões, ou chamar até dois amigos para te ajudar, ir parao Crucible jogar partidas contra outros jogadores e participar de Raids. Particularmente, vejo a jogabildiade cooperativa cada vez mais como uma tendência. Não é a toa que Assassin’s Creed Unity optou por esse caminho.

O mundo de Destiny é extremamente rico, detalhado e orgânico. Todos os planetas passam a sensação de perigo iminente, fazendo com que a necessidade de uma “mãozinha” de um outro jogador mais evoluído ou um amigo que esteja em uma mesma situação, seja conveniente. Nada que impeça que o jogador possa se aventurar por toda a história sozinho.

Pelo lado negativo, fica a sensação de repetição. É como se existisse apenas uma pequena área a ser explorada de cada planeta. A escolha das classes apresenta pouca variedade. Você escolhe entre Titan (famoso tanque em um RPG), Warlock (canaliza energias para lançar nos inimigos) e Hunter (ágil e rápido). Por acharmos que na fase Beta do game existiram poucas opções na personalização, nos decepcionamos quando o jogo completo não trouxe diferenças. Outra coisa é a limitação de apenas dois Guardiões poderem se juntar ao grupo em uma partida cooperativa. Um time de cinco a sete Guardiões, com chefes de fases difíceis, seria legal. A comparação com Halo também é inevitável, e deixo aqui como ponto negativo pois o blockbuster da Microsoft trouxe até Halo 3 um personagem mudo e com pouca personalidade (aqui uma opinião pessoal) dentro de um belo jogo FPS. E em Destiny, apesar de você criar seu personagem e personalizá-lo, dentro do modo campanha seu personagem parecerá extremamente apático e sem graça durante as cutscenes.


Destiny é revolucionário. Porém, não do jeito que muitos imaginam. Ele traz uma interatividade social bacana, um sistema de loot extremamente viciante, um modo multiplayer competitivo decente, e uma história mediana. Melhor que Halo? Sem dúvida alguma (sem choro fãs, adoro a série de Master Chief também). Porém, ainda falta aquela interatividade que alguns FPSs trazem em sua história, como o próprio  Borderlands 2. Parabéns a Bungie que conseguiu lançar seu épico conforme prometido. Resta a Destiny sobreviver ao tempo e conseguir manter seu destaque frente aos incríveis lançamentos do final deste ano.




Plataforma: PS4 / PS3 / Xbox 360 / Xbox One 

Desenvolvedora: Bungie

Nota: 9,0/10

Até mais! Cris

13 setembro 2014

 
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